Menelau Júnior
O professor Menelau Júnior é formado em Letras e possui especialização em Língua Portuguesa. É também escritor, apresentador de TV e dá dicas de português também numa emissora de rádio de Caruaru. Leciona desde 1991 e é colunista de VANGUARDA desde 2004.

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A hora dos fôlderes

Os colégios estão na época de renovar a matrícula escolar. Uma boa indicação da qualidade do educandário é olhar o tipo de fôlder que a escola apresenta. Não, não estou me referindo ao tipo de material, mas ao texto contido nele. É óbvio que é possível ocorrer erro de digitação - e isso é perdoável. O que não dá para suportar é fôlder com períodos malfeitos ou construções equivocadas (para não entrar no campo da propaganda enganosa). Propaganda de colégio ou de faculdade tem obrigação de respeitar a norma culta da língua. Não é favor, não é virtude; é obrigação mesmo. E nem adianta culpar algumas agências de publicidade. Escolas têm direção e professores para revisar esse tipo de material. Erros de concordância, pontuação, regência não se justificam.
A palavra "folder" é de origem inglesa. Importantes dicionários, como o Aurélio e o Michaelis, trazem a palavra sem acento, na forma inglesa. Mas o Houaiss já registra a palavra de forma aportuguesada, "fôlder", acentuada por se tratar de uma paroxítona terminada em "-r", a exemplo de "revólver", "cadáver", "fêmur", entre outras. O plural se faz com o acréscimo de "-es": "fôlderes". Para a forma inglesa, o plural é "folders", construção que não corresponde às regras da nossa língua.
Palavras estrangeiras são comuns na nossa língua. Na semana que passou, várias pessoas me perguntaram como é a grafia de "muçarela". Tudo por causa de um programa de TV em que as pessoas tentam demonstrar que sabem mais que um aluno de 5ª série. Disseram-me que até a professora errou. A forma correta é a que o programa apresentou: "muçarela" com "Ç". Pode ser "mozarela" também. A forma com "SS" está disseminada, mas não encontra respaldo nos dicionários. Na dúvida, procure sempre o "pai dos burros", porque "burro" mesmo é quem não deseja aprender.

 
 
“Emo”. Qual o problema?
Mataram a mesóclise
“Pegaram ele”
Ninguém fala “certo”
Negócios da China
Os cães e eu
Vim, Vir e Vier
Livros antes dos computadores
História ou Estória?
O pelo do cachorro não para de cair
Um número da chuva
“A minha cidade sou eu quem faço”
A vez delas
As lições do Príncipe
Nossos coringas são piores
Santa ironia
As cores do discurso político
Compre bem
Noticiário policial
Heróis e anti-heróis
Dias de frio
Fuzarca religiosa
Viva a liberdade de imprensa!
Fumando palavras
Mundo Bizarro
Parabéns, Caruaru!
A beleza do “tu”
Todo o mundo precisa saber
O circo da morte
A contribuição indígena
A morte do trema
Boa sorte, meninos
Para a lama
Escolhe, pois, a vida
As conversas de Gisele
Mulher, mulher
O presidente fala mal?
Fidel pediu para sair
“Eu corrijo ela...”
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Faltam gênios
Quando acabam as férias
Sempre a crase
E os neurônios?
Adeus, campo de batalha
Fim de Ano
Há salvação
Engenharia da Mudança
É genético
O tamanho dos nossos sonhos
Céus e Terra passarão
Um novo mandato?
Inteligência no rock
A metáfora do zoológico
A força da Tropa
Sonhando sonhos
Língua de Elite
As vans são o grande vilão
Vergonha de ser brasileiro
Tony e os alemães
A quadrilha no banco dos réus
Auto-exame e autoconhecimento
Cordelistas do Futuro
Somos todos cães
Concordância Traiçoeira
O que dizem as caixas-pretas
Relaxa e... São apenas 200 mortos