Na próxima segunda-feira, 2007 morre. Não foi um ano tão ruim assim. A cúpula da "organização criminosa" montada pelo PT foi para o banco dos réus do STF; a CPMF acabou (ainda que isso prejudique as finanças do governo); o Brasil ganhou algumas medalhinhas (e se enganou por causa disso) no Pan. Em Pernambuco, Eduardo Campos fez um primeiro ano de governo com seriedade; o Sport não se classificou para a Sul-americana e a BR-104 vai ser duplicada. Em Caruaru, o número de homicídios caiu depois de uma bem-sucedida operação da Polícia Federal; investimentos privados (eu disse "privados"!) ajudam a cidade a crescer cada vez mais e vários cursos universitários dão opção para nossos jovens estudarem. Ou seja, nem só de desgraças se vive. Nessa época, é sempre assim: todos fazemos também nossa retrospectiva. Mas é bom lembrar que não devemos dizer "final" de ano, e sim "fim" de ano. Certamente você já viu uma vinheta da maior rede de TV do país: "Fim de Ano na Globo". A questão é que "final" é um adjetivo; "fim" é substantivo. Fazemos nossa retrospectiva no "fim" do ano, e não no "final" do ano. "Final" deixamos para adjetivar um substantivo: o capítulo final da novela, o argumento final do advogado. Não se confunda também ao desejar um bom "ano novo" aos seus familiares. Quando o "ano novo" se refere a 2008, escreve-se realmente sem hífen. Temos o substantivo "ano" e o adjetivo "novo". Entretanto, quando a expressão significa a passagem do dia 31 de dezembro para 1º de janeiro, escreve-se com hífen, pois aí teremos um substantivo composto: muita gente passa o "ano-novo" nas praias do litoral pernambucano. Aproveito, pois, para desejar a você, leitor, um "ano-novo" de muita alegria e um "ano novo" cheio de saúde e realizações. Que em 2008 tenhamos mais vergonha no Congresso e no Senado; que os caruaruenses não se vendam nas eleições municipais; que a polícia continue lutando para diminuir o número de homicídios na região; que nosso São João seja menos vulgar que este ano, com atrações decentes; que nossos jovens leiam um pouco mais e levem mais a sério a Educação. Isso já ajudaria a fazer de 2008 um ano melhor que 2007.
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