Menelau Júnior
O professor Menelau Júnior é formado em Letras e possui especialização em Língua Portuguesa. É também escritor, apresentador de TV e dá dicas de português também numa emissora de rádio de Caruaru. Leciona desde 1991 e é colunista de VANGUARDA desde 2004.

contato@menelaujr.com.br
 
Fim de Ano

Na próxima segunda-feira, 2007 morre. Não foi um ano tão ruim assim. A cúpula da "organização criminosa" montada pelo PT foi para o banco dos réus do STF; a CPMF acabou (ainda que isso prejudique as finanças do governo); o Brasil ganhou algumas medalhinhas (e se enganou por causa disso) no Pan. Em Pernambuco, Eduardo Campos fez um primeiro ano de governo com seriedade; o Sport não se classificou para a Sul-americana e a BR-104 vai ser duplicada. Em Caruaru, o número de homicídios caiu depois de uma bem-sucedida operação da Polícia Federal; investimentos privados (eu disse "privados"!) ajudam a cidade a crescer cada vez mais e vários cursos universitários dão opção para nossos jovens estudarem. Ou seja, nem só de desgraças se vive.
Nessa época, é sempre assim: todos fazemos também nossa retrospectiva. Mas é bom lembrar que não devemos dizer "final" de ano, e sim "fim" de ano. Certamente você já viu uma vinheta da maior rede de TV do país: "Fim de Ano na Globo". A questão é que "final" é um adjetivo; "fim" é substantivo. Fazemos nossa retrospectiva no "fim" do ano, e não no "final" do ano. "Final" deixamos para adjetivar um substantivo: o capítulo final da novela, o argumento final do advogado.
Não se confunda também ao desejar um bom "ano novo" aos seus familiares. Quando o "ano novo" se refere a 2008, escreve-se realmente sem hífen. Temos o substantivo "ano" e o adjetivo "novo". Entretanto, quando a expressão significa a passagem do dia 31 de dezembro para 1º de janeiro, escreve-se com hífen, pois aí teremos um substantivo composto: muita gente passa o "ano-novo" nas praias do litoral pernambucano.
Aproveito, pois, para desejar a você, leitor, um "ano-novo" de muita alegria e um "ano novo" cheio de saúde e realizações. Que em 2008 tenhamos mais vergonha no Congresso e no Senado; que os caruaruenses não se vendam nas eleições municipais; que a polícia continue lutando para diminuir o número de homicídios na região; que nosso São João seja menos vulgar que este ano, com atrações decentes; que nossos jovens leiam um pouco mais e levem mais a sério a Educação. Isso já ajudaria a fazer de 2008 um ano melhor que 2007.

 
 
“Emo”. Qual o problema?
Mataram a mesóclise
“Pegaram ele”
Ninguém fala “certo”
Negócios da China
Os cães e eu
Vim, Vir e Vier
Livros antes dos computadores
História ou Estória?
O pelo do cachorro não para de cair
Um número da chuva
“A minha cidade sou eu quem faço”
A vez delas
As lições do Príncipe
Nossos coringas são piores
Santa ironia
As cores do discurso político
Compre bem
Noticiário policial
Heróis e anti-heróis
Dias de frio
Fuzarca religiosa
Viva a liberdade de imprensa!
Fumando palavras
Mundo Bizarro
Parabéns, Caruaru!
A beleza do “tu”
Todo o mundo precisa saber
O circo da morte
A contribuição indígena
A morte do trema
Boa sorte, meninos
Para a lama
Escolhe, pois, a vida
As conversas de Gisele
Mulher, mulher
O presidente fala mal?
Fidel pediu para sair
“Eu corrijo ela...”
"Se o seu problema é à vista..."
Faltam gênios
Quando acabam as férias
Sempre a crase
E os neurônios?
Adeus, campo de batalha
Há salvação
Engenharia da Mudança
É genético
A hora dos fôlderes
O tamanho dos nossos sonhos
Céus e Terra passarão
Um novo mandato?
Inteligência no rock
A metáfora do zoológico
A força da Tropa
Sonhando sonhos
Língua de Elite
As vans são o grande vilão
Vergonha de ser brasileiro
Tony e os alemães
A quadrilha no banco dos réus
Auto-exame e autoconhecimento
Cordelistas do Futuro
Somos todos cães
Concordância Traiçoeira
O que dizem as caixas-pretas
Relaxa e... São apenas 200 mortos