Os comunistas devem estar de luto. Seu último ídolo vivo, o carrasco Fidel Castro, finalmente pediu para sair. Depois de quase 50 anos da revolução cubana, o ditador que perseguiu seus adversários políticos e afundou sua ilha num atraso econômico vergonhoso renunciou ao cargo de presidente. Os cubanos, enfim, podem respirar um pouco mais aliviados. As viuvinhas marxistas devem estar lamentando ou fazendo altares para adorar o "mito" Fidel Castro. Santa "involução". Fidel, assim como seu comparsa em tempos de revolução, Che Guevara, foi um homem cheio de ideais. Foi também um assassino. Perseguiu, mandou matar. Seu regime faz a ditadura no Brasil parecer brincadeira de criança. Mas o mundo sempre agiu assim: "quem mata um homem é assassino; quem mata milhares é herói". Che e Fidel são heróis vermelhos. Foram assassinos também. A história tratou de colocar Che como herói (santa inocência!); o que fará a Fidel só o tempo dirá. A palavra "assassino" é de origem árabe. Membros de uma seita que perseguia cristãos e muçulmanos matavam seus inimigos com muita crueldade, depois da ingestão de uma bebida à base de haxixe. Os árabes chamavam os seguidores desta seita de "hachichi", que significava "bebedor de haxixe". A palavra acabou chegando ao italiano como "assassino" e daí veio ao português. Hoje, utiliza-se também a forma "homicida", formada por radicais latinos: "homo", que significa "semelhante", e "cida", que é "aquele que mata". Homicida ou assassino, não importa. A etimologia é diferente, os malefícios são os mesmos. |