O acidente com o avião da TAM continua sendo assunto no país inteiro. Jornais e revistas mostram os desdobramentos da crise. Veja, Época e até a IstoÉ, cuja linha editorial é mais “governista”, criticaram a covardia de Lula em se esconder após o acidente, só falando à nação três dias depois. Apenas a Carta Capital, revistinha de esquerda que defende Lula até a medula, não tocou nesse “detalhe”. Mas o governo já está “agindo”: mudança do ministro da Defesa, demissão generalizada na Anac e Lula confessando que tem medo de avião. É bom saber que a confissão de nosso “não sei de nada” presidente da República foi armada por seus marqueteiros, depois de pesquisas de opinião pública. Lula perderia o medo de avião se tivesse de aterrissar em Congonhas com seu Air Force 51 particular, desde a pista estivesse bem molhada... As caixas-pretas (que, na verdade, são laranja) devem revelar detalhes do acidente. E o termo “caixa-preta”, com hífen, merece uma lição de ortografia. Em algumas situações, o hífen estabelece diferença de significado entre as palavras. Se você vai dar um presente a alguém no dia das bruxas, é bem provável que procure caixas pretas (sem hífen) para guardar o objeto. Sem o hífen, temos apenas caixas que são da cor preta. Com o hífen, o significado muda. E é bom ter cuidado também com o plural: como “caixa-preta” é um substantivo composto, há regras especiais para o plural. No caso dessa palavra, o primeiro elemento é um substantivo; o segundo, um adjetivo. A recomendação é que se coloquem ambos os elementos no plural: caixas-pretas. É diferente, por exemplo, do termo “puxa-saco”, muito usado por aqui como sinônimo de “bajulador”. O plural é “puxa-sacos” porque, nesse caso, o elemento “puxa” é verbo, não podendo ir ao plural. Aliás, no fim da semana passada, Lula foi vaiado novamente em Natal, mas não ouviu. No plenário em que discursou, só recebeu aplausos da companheirada petista. A funcionária do Planalto que organizou as palmas chama-se Rosário Fátima, como revelou o blog de Thaisa Galvão. Os três prefeitos que discursariam receberam a recomendação de elogiar o presidente. Os puxa-sacos, claro, adoraram.
|