Menelau Júnior
O professor Menelau Júnior é formado em Letras e possui especialização em Língua Portuguesa. É também escritor, apresentador de TV e dá dicas de português também numa emissora de rádio de Caruaru. Leciona desde 1991 e é colunista de VANGUARDA desde 2004.

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A contribuição indígena
Neste sábado, 19, comemora-se (comemora-se?) o dia do Índio. Dizimados desde a "descoberta" do Brasil, eles lutam para manter algumas tradições. Só no Brasil, falam-se mais de 150 línguas indígenas, e muitas palavras que empregamos no dia-a-dia são fruto da contribuição lingüística dos primeiros habitantes do país.
Quem nunca disse que alguém que não casou ficou para o "caritó"? Aliás, "caritó" é uma espécie de ambiente onde os índios colocam coisas que não tem muita utilidade. Nem precisa continuar a explicação, não é?
Os nascidos na cidade do Rio de Janeiro são chamados de "cariocas", palavra de origem indígena que significa "casa do homem branco".
Não são poucos os nomes de lugares que também vieram de línguas indígenas: Goiás ("da mesma raça, igual"; Ipanema ("água ruim"); Paraíba ("rio com pouco peixe, rio ruim"); Sergipe ("com olhos inquietos") são apenas alguns.
Quem vai à feira acaba utilizando também muitas palavras "doadas" pelos índios: abacaxi, açaí, amendoim, cajá, caju, cupuaçu, entre outras.
É preciso, portanto, preservar essa riqueza lingüística que temos em nosso território. O estudo das línguas indígenas ainda é tímido no país. Incentivar pesquisadores é uma forma de garantir, para as próximas gerações, um pouco da história desse povo que aqui estava quando os colonizadores chegaram. O contato com os índios, entre outros benefícios, enriqueceu a língua portuguesa.
 
 
“Emo”. Qual o problema?
Mataram a mesóclise
“Pegaram ele”
Ninguém fala “certo”
Negócios da China
Os cães e eu
Vim, Vir e Vier
Livros antes dos computadores
História ou Estória?
O pelo do cachorro não para de cair
Um número da chuva
“A minha cidade sou eu quem faço”
A vez delas
As lições do Príncipe
Nossos coringas são piores
Santa ironia
As cores do discurso político
Compre bem
Noticiário policial
Heróis e anti-heróis
Dias de frio
Fuzarca religiosa
Viva a liberdade de imprensa!
Fumando palavras
Mundo Bizarro
Parabéns, Caruaru!
A beleza do “tu”
Todo o mundo precisa saber
O circo da morte
A morte do trema
Boa sorte, meninos
Para a lama
Escolhe, pois, a vida
As conversas de Gisele
Mulher, mulher
O presidente fala mal?
Fidel pediu para sair
“Eu corrijo ela...”
"Se o seu problema é à vista..."
Faltam gênios
Quando acabam as férias
Sempre a crase
E os neurônios?
Adeus, campo de batalha
Fim de Ano
Há salvação
Engenharia da Mudança
É genético
A hora dos fôlderes
O tamanho dos nossos sonhos
Céus e Terra passarão
Um novo mandato?
Inteligência no rock
A metáfora do zoológico
A força da Tropa
Sonhando sonhos
Língua de Elite
As vans são o grande vilão
Vergonha de ser brasileiro
Tony e os alemães
A quadrilha no banco dos réus
Auto-exame e autoconhecimento
Cordelistas do Futuro
Somos todos cães
Concordância Traiçoeira
O que dizem as caixas-pretas
Relaxa e... São apenas 200 mortos