Neste sábado, 19, comemora-se (comemora-se?) o dia do Índio. Dizimados desde a "descoberta" do Brasil, eles lutam para manter algumas tradições. Só no Brasil, falam-se mais de 150 línguas indígenas, e muitas palavras que empregamos no dia-a-dia são fruto da contribuição lingüística dos primeiros habitantes do país. Quem nunca disse que alguém que não casou ficou para o "caritó"? Aliás, "caritó" é uma espécie de ambiente onde os índios colocam coisas que não tem muita utilidade. Nem precisa continuar a explicação, não é? Os nascidos na cidade do Rio de Janeiro são chamados de "cariocas", palavra de origem indígena que significa "casa do homem branco". Não são poucos os nomes de lugares que também vieram de línguas indígenas: Goiás ("da mesma raça, igual"; Ipanema ("água ruim"); Paraíba ("rio com pouco peixe, rio ruim"); Sergipe ("com olhos inquietos") são apenas alguns. Quem vai à feira acaba utilizando também muitas palavras "doadas" pelos índios: abacaxi, açaí, amendoim, cajá, caju, cupuaçu, entre outras. É preciso, portanto, preservar essa riqueza lingüística que temos em nosso território. O estudo das línguas indígenas ainda é tímido no país. Incentivar pesquisadores é uma forma de garantir, para as próximas gerações, um pouco da história desse povo que aqui estava quando os colonizadores chegaram. O contato com os índios, entre outros benefícios, enriqueceu a língua portuguesa. |