Menelau Júnior
O professor Menelau Júnior é formado em Letras e possui especialização em Língua Portuguesa. É também escritor, apresentador de TV e dá dicas de português também numa emissora de rádio de Caruaru. Leciona desde 1991 e é colunista de VANGUARDA desde 2004.

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Língua de Elite

Que atire a primeira pedra quem, a essa altura, não assistiu ao filme Tropa de Elite. Num paradoxo desses que só existem no Brasil, o filme, que fala do Bope, a tropa de elite da polícia do Rio de Janeiro, foi pirateado antes mesmo de chegar aos cinemas. Um caso de polícia.
Assistir a Tropa de Elite é um exercício de choque. Em todos os sentidos. Da crueldade dos bandidos à bandidagem da própria polícia, Tropa deixa o espectador chocado e descrente. E o filme, além de ter uma história que merece muitas reflexões, tem nas falas dos personagens um grande trunfo.
Para os puritanos, há um exagero de palavrões. Linguagem carregada, chula. Só quem não entende nada de linguagem pode afirmar algo assim. A linguagem tem de ser coerente à cena retratada e ao nível social e profissional dos personagens. A língua não é estática: varia de acordo com a profissão, com a idade, com o nível de escolaridade e social. Os diálogos travados entre policiais e bandidos são de uma verossimilhança tão grande que você se esquece de que são atores.
Portanto, a linguagem tal como expressa em Tropa de Elite é um exercício de coerência, e serve apenas para corroborar o grau de fidelidade à história. É claro que assistir num cinema não se compara ao ato de assistir a uma cópia pirata em casa, mas, numa cidade que não tem cinema, o crime acaba sendo a saída para quem não pode ir à capital. E nem adianta chamar o Bope.


 

 
 
“Emo”. Qual o problema?
Mataram a mesóclise
“Pegaram ele”
Ninguém fala “certo”
Negócios da China
Os cães e eu
Vim, Vir e Vier
Livros antes dos computadores
História ou Estória?
O pelo do cachorro não para de cair
Um número da chuva
“A minha cidade sou eu quem faço”
A vez delas
As lições do Príncipe
Nossos coringas são piores
Santa ironia
As cores do discurso político
Compre bem
Noticiário policial
Heróis e anti-heróis
Dias de frio
Fuzarca religiosa
Viva a liberdade de imprensa!
Fumando palavras
Mundo Bizarro
Parabéns, Caruaru!
A beleza do “tu”
Todo o mundo precisa saber
O circo da morte
A contribuição indígena
A morte do trema
Boa sorte, meninos
Para a lama
Escolhe, pois, a vida
As conversas de Gisele
Mulher, mulher
O presidente fala mal?
Fidel pediu para sair
“Eu corrijo ela...”
"Se o seu problema é à vista..."
Faltam gênios
Quando acabam as férias
Sempre a crase
E os neurônios?
Adeus, campo de batalha
Fim de Ano
Há salvação
Engenharia da Mudança
É genético
A hora dos fôlderes
O tamanho dos nossos sonhos
Céus e Terra passarão
Um novo mandato?
Inteligência no rock
A metáfora do zoológico
A força da Tropa
Sonhando sonhos
As vans são o grande vilão
Vergonha de ser brasileiro
Tony e os alemães
A quadrilha no banco dos réus
Auto-exame e autoconhecimento
Cordelistas do Futuro
Somos todos cães
Concordância Traiçoeira
O que dizem as caixas-pretas
Relaxa e... São apenas 200 mortos